Novembro Azul: cuidar da saúde também é coisa de homem

Em 2020, o câncer de próstata foi o tipo de tumor maligno com a maior incidência na população masculina, com 65.840 novos casos.

Após o mês de cuidado com as mulheres, começa a campanha Novembro Azul, em que a saúde masculina é o foco das atenções. Acontece que, desde cedo, as mulheres estão habituadas a fazerem consultas periódicas com o ginecologista. Mas, os homens ainda têm muito o que aprender, já que costumam procurar por atendimento médico apenas quando os sintomas são mais graves.

Essa tendência é confirmada nos dados do Programa Nacional de Saúde (PNS) que apontou 82,3% das mulheres contra 69,4% dos homens que foram ao médico durante o ano de 2019, antes da pandemia, aproximadamente 160 milhões de brasileiros.

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Em 2020, o câncer de próstata foi o tipo de tumor maligno com a maior incidência na população masculina, com 65.840 novos casos. É o segundo tipo de câncer que mais mata homens no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Em apoio ao Novembro Azul, muitos monumentos e prédios públicos são iluminados na cor azul no mês de novembro. Este período é marcado por ações de conscientização das doenças masculinas, com ênfase na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de próstata.

O que é a próstata?

A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão pequeno, tem a forma de maçã e se situa logo abaixo da bexiga e à frente do reto (parte final do intestino grosso).

O órgão produz parte do sêmen, o líquido espesso que contém os espermatozoides e que é liberado durante o ato sexual.

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Ainda segundo o Inca, esse tipo é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos.

Diagnóstico precoce

Detectar o câncer na fase inicial do surgimento do tumor, aumentam as chances de um tratamento bem sucedido.

O diagnóstico precoce pode ser feito com exames clínicos, laboratoriais, endoscópicos ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença ou sem sinais ou sintomas, mas que pertençam a grupos de risco. São eles:

  • Idade: tanto a incidência quanto a mortalidade aumentam significativamente após os 50 anos.
  • Pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos: pode refletir tanto fatores genéticos (hereditários) quanto hábitos alimentares ou estilo de vida de risco de algumas famílias.
  • Excesso de gordura corporal: aumenta o risco de câncer de próstata avançado.
  • Exposições a aminas aromáticas (comuns nas indústrias química, mecânica e de transformação de alumínio), arsênio (usado como conservante de madeira e como agrotóxico), produtos de petróleo, motor de escape de veículo, hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA), fuligem e dioxinas estão associadas ao câncer de próstata.

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No caso do câncer de próstata, os exames feitos para o diagnóstico precoce são o toque retal e o exame de sangue para avaliar a dosagem do PSA (antígeno prostático específico). É recomendada a investigação de sinais e sintomas, como:

  • Dificuldade de urinar
  • Diminuição do jato de urina
  • Necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite
  • Sangue na urina

Na maior parte das vezes, esses sintomas não são causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados por um médico.

Check-up dos homens:

Os homens podem fazer alguns exames preventivos anualmente, assim que deixam o acompanhamento com o médico pediatra. Isso porque o diagnóstico precoce ajuda a prevenir o agravamento de doenças e reduz os custos com tratamentos médicos.

No entanto, quando há fatores de risco associados, como em indivíduos fumantes, alcoólatras, com sobrepeso, sedentários e/ou com antecedentes familiares, a rotina de acompanhamento médico preventivo deve receber atenção redobrada e iniciar o quanto antes. Caso os resultados dos exames estejam alterados, eles precisam ser refeitos a cada 6 meses ou conforme orientação do especialista.

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Além disso, o início da vida sexual deve estar aliado com exames de rastreio de possíveis doenças sexualmente transmissíveis, caso haja alguma suspeita.

Após os 50 anos, os exames preventivos se tornam ainda mais importantes. Afinal, com o envelhecimento há uma tendência ao aumento do colesterol, triglicérides e glicemia, assim como da incidência de doenças crônicas.

Quais são os exames preventivos mais importantes?

  • Exames de sangue (hemograma e dosagem dos níveis de colesterol, triglicerídeos, glicemia e insulina), importantes para a prevenção de doenças cardiovasculares, diabetes e obesidade, entre outras, bem como para avaliar a função renal e hepática;
  • Aferição da pressão arterial, para prevenção de doenças cardiovasculares;
  • Cálculo do IMC, para prevenção da obesidade e doenças associadas;
  • Testes de hepatites B, hepatite C;
  • Exames para infecções sexualmente transmissíveis (sífilis, HPV e HIV); marcadores tumorais;
  • Exame de toque retal e PSA, para homens com mais de 40 anos, quando solicitado por um médico, para prevenir doenças como o câncer de próstata;
  • Teste de função pulmonar (para fumantes), entre outros.

Além destes exames, o médico pode solicitar, também, um ultrassom testicular e do aparelho urinário.

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