Uma gripe pode virar pneumonia?

Quadros de resfriado comum e gripe podem se agravar e contribuir para o desenvolvimento da pneumonia. Aprenda como diferenciar cada sintoma.

Sim, quadros de resfriado comum e gripe podem se agravar e contribuir para o desenvolvimento da pneumonia causada por bactérias. Por isso, tomar a vacina da gripe é extremamente importante para a prevenção. 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) instituiu o dia 12 de novembro como o Dia Mundial da Pneumonia para conscientizar as pessoas sobre a importância da prevenção dessa doença, que é a principal causa de morte de crianças com até 5 anos de idade. Você sabia que mais de 2.000 crianças, nessa faixa etária, morrem diariamente por pneumonia no mundo? As mais vulneráveis ​​vivem em comunidades rurais e pobres.

A pneumonia é uma doença inflamatória que atinge os pulmões e pode ser causada tanto por vírus, quanto por bactérias, fungos ou, ainda, pela inalação de produtos tóxicos. 

Além da gripe mal cuidada, outros fatores podem aumentar o risco de pneumonia, são eles: o hábito de fumar, já que provoca reação inflamatória que facilita a penetração de agentes infecciosos; a ingestão de álcool, já que a substância interfere no sistema imunológico e na capacidade de defesa do aparelho respiratório; passar muito tempo em ambientes com a ar-condicionado, já que o ar muito seco facilita a infecção por vírus e bactérias e mudanças bruscas de temperatura.

Diferentes do vírus da gripe, que é altamente infectante, os agentes infecciosos da pneumonia não costumam ser transmitidos facilmente.

Sua transmissão pode ser adquirida pelo ar, saliva, secreções, transfusão de sangue ou, na época do inverno, devido a mudanças bruscas de temperatura. Essas mudanças comprometem o funcionamento dos pelos do nariz responsáveis pela filtragem do ar aspirado, o que acarreta uma maior exposição aos micro-organismos causadores da doença.

Sintomas

Há vários tipos de pneumonia: a mais comum é causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae. Geralmente, a pneumonia aparece depois que alguma doença afeta o sistema respiratório (pulmões e garganta, por exemplo) e causa pequenas lesões, que são a porta de entrada do pneumococo.

Como a resistência da pessoa está mais baixa, a bactéria consegue se multiplicar e acaba causando uma infecção nos pulmões. Muita gente confunde pneumonia com gripe ou resfriado, mas são doenças diferentes.

A pneumonia pode aparecer depois de uma gripe, mas também é possível que a doença não seja antecedida por gripe. É importante lembrar: mesmo quem está aparentemente saudável está sujeito a contrair pneumonia.

Os principais sintomas são:

  • tosse com catarro
  • febre alta acima de 38ºC
  • falta de ar
  • dor no peito
  • respiração acelerada
  • sensação de fraqueza

Pneumonia e Covid-19: o que tem a ver?

A infecção pelo novo coronavírus começa quando gotículas respiratórias contendo o vírus entram em contato com o nosso sistema respiratório. Assim, à medida que o vírus se multiplica, a infecção pode progredir para os pulmões, tornando possível desenvolver a pneumonia.

Enquanto o sistema imunológico luta contra o vírus, a inflamação pode fazer com que fluidos e células mortas se acumulem nos pulmões.

Esses fatores interferem na transferência de oxigênio, levando a sintomas como tosse e falta de ar. Em casos mais graves, o paciente precisa de ventilação mecânica, quando não é capaz de respirar efetivamente por conta própria.

Prevenção e tratamento

As principais formas de prevenir a pneumonia são recomendações simples: lavar as mãos, não fumar, não usar bebidas alcoólicas, evitar aglomerações e se vacinar. Além da vacina da gripe há, ainda, a vacina anti-pneumocócica para prevenir as pneumonias causadas pela bactéria ‘pneumococo’.

Em caso de contágio, a imunização diminui a intensidade dos sintomas, além de evitar as formas graves da doença e a mortalidade para esse tipo específico de pneumonia.

Algumas das populações prioritárias para receber a vacina são: adultos com idade igual ou superior a 60 anos, portadores de doenças crônicas, indivíduos com deficiências no sistema imunológico, gestantes, residentes em lares de idosos, profissionais da saúde, cuidadores de crianças, indígenas, população carcerária, tabagistas e pessoas com asma.

Além dos sintomas já citados, existem algumas manifestações que sugerem procurar atendimento de emergência, como: 

  • dificuldade em permanecer acordado ou dificuldade em acordar
  • uma cor azulada dos lábios , rosto ou unhas
  • confusão
  • batimento cardíaco rápido
  • sensação persistente de pressão ou dor no peito
  • respiração rápida e superficial
  • dificuldade ao respirar

Exame clínico, auscultação dos pulmões e radiografias de tórax são recursos essenciais para o diagnóstico de pneumonia. O tratamento depende do micro-organismo causador da doença:

Nas pneumonias bacterianas, devem-se usar antibióticos. Na maior parte das vezes, quando a pneumonia é causada por vírus, o tratamento inclui apenas medicamentos para aliviar os sintomas, como febre e dor, podendo ser necessários medicamentos antivirais nas formas graves da doença.

Nas pneumonias causadas por fungos, utilizam-se medicamentos específicos. É muito importante saber que, se não tratada, a pneumonia pode evoluir para um quadro mais grave, causando até a morte.

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